Entenda o que é allyship e como promover a diversidade corporativa

Na atualidade, a diversidade nas empresas tem se convertido em um tema recorrente nos mais distintos segmentos de mercado. Enquanto as organizações buscam se adequar diante dessa ideia, os respectivos setores de RH procuram contribuir para a sua implantação e integração, por meio, sobretudo, da aplicação de conceitos úteis e práticos, como o allyship.

Termo de origem inglesa que, em tradução livre, significa “aliança”, o allyship contribui significativamente para a mudança no mindset corporativo, evidenciando, por exemplo, que a diversidade e a inclusão nas empresas devem contemplar aspectos ideológicos, econômicos, sociais, biológicos, culturais, físicos, entre outros.

Pensando nisso, apresentamos, neste artigo, algumas ações eficazes para desenvolver, em seu negócio, uma postura de aliado e colher os bons frutos da aplicação prática desse conceito. Boa leitura!

Compartilhe oportunidades de crescimento com toda a equipe

Para que o allyship seja incluído no cotidiano empresarial, consolidando-se como uma realidade do seu ambiente de trabalho, é imprescindível compartilhar oportunidades de crescimento com todos os membros da equipe. Isso deve englobar, até mesmo, as oportunidades de treinamento e capacitação.

Além dos temas pertinentes ao desenvolvimento de habilidades específicas ao seu negócio, é altamente recomendável contar com um time composto por colaboradores representativos desse princípio.

Reconheça desigualdades sistemáticas e perceba o impacto delas na empresa

É imprescindível, antes de mais nada, reconhecer o evidente fato de que poucos cargos de liderança são ocupados por LGBTs, pessoas negras ou mulheres. Esse fator pode comprometer não apenas o crescimento, como a inovação e a criatividade de seu negócio no século XXI.

pesquisas realizadas sobre essa área constatando que os colaboradores se mostram mais engajados em empresas que se esforçam para incluir as diferenças. Sob a perspectiva do allyship, isso é algo fundamental para construir equipes dispostas a se dedicarem mais ao trabalho, elevando a produtividade e a rentabilidade da empresa.

Ainda, a existência de conflitos interpessoais pode ser consideravelmente reduzida. Afinal, o convívio com colegas de diferentes características acrescenta muito às experiências profissionais de cada membro da equipe, agindo como extensão de conhecimentos. Ao se inserir em ambientes que aceitam a diversidade, os colaboradores se sentem naturalmente mais à vontade para arriscarem e aprenderem mais.

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Ouça, apoie, reflita e proponha mudanças no ambiente organizacional

Declarar que o seu negócio apoia a diversidade não é o suficiente para consolidar o allyship. É necessário que essas ideias integrem, efetivamente, a sua cultura organizacional e sejam demonstradas por ações práticas.

Nesse sentido, a integração e o respeito devem ser trabalhados para todos e por todos, desde colaboradores até gestores. Com efeito, cabe à organização a elaboração de práticas capazes de abranger as mais distintas habilidades e competências, a fim de que todos possam agregar valor e colaborar para o seu bom funcionamento.

Experimente diferentes métodos de recrutamento

Algumas organizações estão definindo novos regulamentos para que seus processos seletivos se tornem mais inclusivos. Em certos casos, as equipes consideram percentuais mínimos necessários de diversidade (deficiência, etnia, gênero etc.), a fim de que o processo avance para a fase de entrevistas.

Vale a pena, portanto, considerar se essas ou outras regras inclusivas podem ser implantadas e definidas nas políticas de recrutamento e seleção de sua empresa, facilitando a consolidação do allyship.

Dentre as boas práticas, destacamos:

  • a utilização da IA (Inteligência Artificial): as plataformas de seleção e recrutamento estão em franca evolução quanto às suas capacidades de avaliar (automaticamente e em poucos segundos) o fit entre candidatos e empresas, a partir de algoritmos e soluções de machine learning;
  • não priorizar instituições de ensino, quantidade de filhos, estados civis, sexo, idade e nomes: os currículos, embora ainda sejam vistos, em muitas situações, como documentos formais, trazem certas informações pessoais que não devem ser tidas como determinantes para a contratação de um profissional;
  • repensar os anúncios de vagas: é comum encontrarmos expressões ou títulos de funções ou cargos que, dentro dos anúncios, tendem a afastar e, até mesmo, discriminar certos perfis.

Invista em um programa de mentoria reversa

O conceito de mentoria reversa, surgido quando profissionais jovens começaram a trabalhar como mentores dos mais experientes (o contrário da mentoria tradicional), deve ser expandido para que colaboradores das mais distintas características participem desse processo extremamente enriquecedor para todos os envolvidos.

Dessa forma, o allyship terá maiores chances de se tornar uma realidade na sua empresa, auxiliando os colaboradores na inovação em conhecimentos tecnológicos e, principalmente, na adaptação às novas realidades de mercado, gerando inúmeros benefícios ao seu negócio.

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