Empregos com horário flexível: quais as vantagens e desvantagens?

As empresas têm buscado cada vez mais formas de aumentar a produtividade e também de deixar seus profissionais mais satisfeitos e engajados. Nesse sentido, o horário de trabalho flexível tem sido uma estratégia bastante utilizada.

Por isso, neste artigo, você poderá entender melhor no que consiste essa flexibilização e conhecer alguns prós e contras em oferecer essa possibilidade aos seus colaboradores, bem como a importância de fazer um bom planejamento antes de adotar essa prática. Continue sua leitura!

O que são os empregos com horário flexível?

A legislação trabalhista estipula a carga de 44 horas de trabalho semanal para os regimes normais, que prevalecem na maior parte das empresas. Geralmente, as pessoas trabalham oito horas de segunda a sexta e quatro no sábado ou domingo, ou trabalham mais minutos ao longo da semana para não existir a necessidade de terem que ir à empresa aos fins de semana. Há também a possibilidade de os gestores abonarem essas 4 horas.

Porém, não há nada na lei a respeito de uma rigidez para o horário de entrada e o de saída. Temos em mente o horário de 08:00 às 18:00 por questões culturais, visto que sempre foram adotados por grande parte das empresas. Entretanto, cada vez mais organizações reconhecem a possibilidade de flexibilizar essa questão.

Dessa forma, o trabalhador pode, em conjunto com seus superiores e com a anuência dos responsáveis pelo RH, definir o melhor horário para sua chegada, que determinará, consequentemente, o horário da saída. Com isso, ele pode solicitar para chegar mais cedo ou mais tarde, dependendo de uma série de fatores que podem influenciar nessa decisão.

Há desvantagens na utilização do horário flexível?

As estratégias utilizadas para adotar o emprego com horário flexível nem sempre são indicadas em todos os casos e de forma generalizada. Existem situações em que elas nem podem ser sugeridas, pois o horário é determinado por práticas de mercado ou até mesmo pela própria legislação, como acontece, por exemplo, no atendimento bancário.

Há também indústrias que funcionam em esquema de turno e que, em virtude do funcionamento dos equipamentos, os horários precisam ser mais rígidos.

Dificuldades na supervisão

Quando há um time em que cada pessoa faz um horário, ou os líderes e coordenadores vão ter que trabalhar mais horas para cobrir todo o período em que há gente trabalhando, ou haverá alguns momentos em que as pessoas ficarão desassistidas.

Pode haver também falhas de comunicação, já que um acontecimento relevante pode ocorrer em um momento em que nem todos estão presentes. Tudo isso precisa ser muito bem avaliado antes de a decisão de flexibilizar o horário de alguns membros ser tomada.

Sem falar que alguns colaboradores podem interpretar mal essa possibilidade e não cumprirem o que foi combinado, chegando em horários diferentes do que foi acertado, por entenderem que tudo está liberado.

Falhas na integração da equipe

Se as pessoas chegam e saem cada uma em um momento distinto, pode ser que elas tenham dificuldades para entrosar entre si. Também é possível que haja problemas relacionados ao clima organizacional, caso um colaborador discorde dos horários que foram permitidos para outro colega.

Essa é uma situação que pode ganhar grandes proporções e ser extremamente nociva a longo prazo, especialmente pensando em termos de cultura organizacional. As pessoas podem começar a competir entre si pelos melhores horários de entrada e saída, gerando uma insatisfação generalizada.

Além disso, pode ser difícil estabelecer as responsabilidades em relação ao atendimento ao público, se for o caso. Se cada um chegar em um horário diferente, pode acontecer de as pessoas jogarem os problemas uma para as outras, sem que haja a resolução das questões, gerando insatisfação dos clientes.

E quais são as vantagens do horário de trabalho flexível?

Quando a empresa abre a possibilidade de o colaborador definir seu horário de chegada, ele pode se engajar mais no trabalho, pois viu que suas vontades foram atendidas. Quando isso é feito de maneira racional, cada pessoa pode se sentir mais motivada e, assim, render mais durante o período em que se dedica à empresa.

Um ponto interessante é que os colaboradores podem usar essa possibilidade para, por exemplo, passarem mais tempo com os filhos, aproveitando essas janelas de horário para levá-los ou buscá-los da escola. Esse estilo de gestão de pessoas mais humanizado tem sido buscado por muitas empresas, pois é uma maneira de atrair e reter os melhores talentos disponíveis no mercado.

Valorização do ritmo individual

Ao escolher o horário, é possível privilegiar as características de cada colaborador. Tem pessoas que se sentem melhor trabalhando mais cedo, outras rendem mais após o almoço. Quando cada um escolhe que horas vai chegar e sair, tudo isso pode ser equalizado, visando garantir que cada um trabalhe sempre no máximo potencial.

Ao se sentir valorizado em relação a isso, pode ser que a pessoa se dedique ainda mais, por reconhecer essa prática como um benefício. É bem provável que não consiga essa condição em outra empresa, então, ele terá total interesse em performar sempre bem visando permanecer vinculado àquela organização.

Aumento na produtividade

Com o horário de trabalho flexível, o colaborador pode evitar os piores fluxos de trânsito. Planejando suas chegas e partidas nesse sentido, é possível gastar menos tempo no deslocamento, o que ajuda muito em termos de produtividade.

As pessoas costumam entrar nas empresas já desgastadas em virtude de longos períodos no transporte público ou mesmo em seus carros particulares, presas em engarrafamentos. Dessa forma, minimizando esse impacto, as empresas podem ganhar muito, visto que os colaboradores terão mais energia para desempenhar suas atividades.

Por isso, pesando prós e contras, é importante ressaltar que a flexibilização no horário de trabalho não pode ser feita de qualquer jeito. É preciso planejar muito bem e entender as razões que embasam as decisões. Deve ser feito de maneira coordenada, pensando no que é melhor para a empresa como um todo e não apenas no bem individual. Quando todos esses pontos são bem trabalhados, a empresa tem muito a ganhar!

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